Segundo pesquisas recentes, as mulheres vivem, em média, sete anos a mais do que os homens. As estatísticas mostram que eles ficam doentes só de pensar em ir ao médico. Isso porque o homem se julga invulnerável, contribuindo para que ele cuide menos de si mesmo e se exponha mais a situações de risco. Além disso, os homens costumam associar consultórios médicos com um lugar de crianças, mulheres e idosos.

No Brasil, os garotos não são educados a cuidar da saúde. Diferentemente das meninas que, desde cedo, aprendem que têm que procurar o ginecologista quando ficam menstruadas. Quando ficam adultas, não pensam duas vezes quando têm que sair mais cedo do trabalho para fazer um exame preventivo ou levar o filho ao médico.

Um levantamento feito em 2018 pelo Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostra que 60% (1,5 mil) do total de pacientes do sexo masculino acima dos 40 anos já estão com doenças em estado considerado avançado quando procuram o centro para tratamento. O quadro é reflexo da baixa procura por consultas regulares e exames preventivos por parte dos homens.

Os médicos responsáveis pelo levantamento afirmam que as doenças mais comuns nessa faixa etária são câncer de próstata, que atinge aproximadamente 16% dos homens, e também problemas relacionados à bexiga e ao rim, onde podem evoluir para um câncer. Alterações hormonais, cálculo renal e o crescimento benigno da próstata (hiperplasia da próstata) também devem ser acompanhados.

O levantamento mostra que a maioria dos pacientes desconheciam suas condições de saúde e ignoraram sintomas iniciais das doenças mais comuns, adiando a busca por ajuda especializada. O ideal é que os homens com mais de 40 anos procurem o médico no mínimo uma vez ao ano para fazer um check-up completo.

Além disso, alguns fatores podem ser prejudiciais ao homem. Por exemplo, maus hábitos afetam saúde masculina (alimentação ruim, estresse, tabagismo e álcool); o estresse prejudica a saúde cardiovascular; trabalho em excesso também faz mal ao coração; alterações hormonais; descuido com a alimentação; e, finalmente, os homens têm mais vícios que as mulheres.

Segundo o estudo, hábitos como fumar, beber e abusar de drogas são classificados como fatores sociais mais frequentes entre os homens. A lista de males para estes maus hábitos é extensa, abrangendo desde problemas cardiovasculares até diversos tipos de câncer. O tabagismo masculino também está associado a problemas de fertilidade, além de alterações nos níveis hormonais.

Então, homens, vamos cuidar mais da saúde?