“Uma coisa boa sobre a música é que, quando ela bate, você não sente dor”, Bob Marley. A citação do cantor jamaicano reflete o poder que os benefícios da música podem exercer no bem-estar. Embora as melodias sejam encaradas como corriqueiras em nosso cotidiano, elas fazem muita diferença na saúde e no psicológico.

A música é uma forma de entretenimento válida para diversas ocasiões. Mas há ainda mais: ela pode ser uma grande aliada na saúde e no bem-estar. Seus efeitos podem ter resultados terapêuticos e ajudar no tratamento de diversos problemas de saúde.

Veja quais:
• Diminui o estresse, traz serenidade e acalma;
• Reduz a ansiedade;
• Alivia dores e desconfortos, já que age como estímulo em competição com a dor;
• Auxilia na diminuição da pressão arterial;
• Ativa as conexões cerebrais e melhora a memória;
• Estimula a articulação de ideias e aumenta a produtividade, tudo porque libera dopamina, neurotransmissor responsável pelo prazer;
• Pode ser usada em atividades de cunho pedagógico para auxiliar na aprendizagem, na comunicação e na linguagem;
• Leva o indivíduo ao autoconhecimento ao passo que resgata sentimentos, emoções e lembranças;
• Colabora com a expressão corporal, pois estimula o movimento;
• Torna as atividades físicas mais prazerosas;
• Auxilia na coordenação motora.

Todos esses benefícios da música são explicados pelo fato de, quando cantamos ou ouvimos melodias, o cérebro liberar justamente os neurotransmissores ligados ao prazer, de modo a aliviar dores e proporcionar sensação de bem-estar.

“A música é capaz de nos deixar emotivos e de nos elevar a estados de conforto e de alegria. É como uma ‘massagem cerebral’ que mobiliza os sentidos e causa sensações mentais e, até mesmo, físicas”, conta a psicóloga Regina Scatena, da Clínica Megamed.

Outro benefício da música para o psicológico é a contribuição para o melhor desempenho das capacidades cognitivas, como raciocínio, memória e pensamento lógico. Em alguns casos, ela aumenta a concentração, o que melhora a produtividade em atividades acadêmicas e laborativas.

Por ser motivadora, relaxante e atuar diretamente na atividade cerebral, a música pode ser um rico instrumento terapêutico para auxiliar no tratamento clínico de problemas psicológicos — como a depressão, ansiedade e estresse —, de modo a melhorar a qualidade de vida das pessoas.

“Quando utilizada de forma contextualizada se torna um ‘antídoto’ para as enfermidades físicas e mentais, como uma maneira de tranquilizar as dores da alma”, explica Regina.

“Musicoterapia é utilização da música e seus elementos — como melodia, ritmo e harmonia — para fins terapêuticos, de modo a atuar na reabilitação e melhoria da saúde física e mental”, explica a musicoterapeuta Giovanna C. Balzer, do Centro de Recuperação Neurológica (CERNE).

Como resultado do trabalho musicoterapêutico é possível destacar: melhora na comunicação, atenção e interação social; auxílio na expressão corporal e de sentimentos; estímulo à coordenação motora.

Um estudo publicado no British Journal of Surgery comprovou os benefícios da música em processos cirúrgicos. Os pesquisadores analisaram mais de 80 canções aleatórias antes, durante e depois de cirurgias invasivas e perceberam que os pacientes que as ouviam tinham seus níveis de dor e ansiedade amenizados. Os efeitos foram ainda melhores nas ocasiões em que o paciente escolhia a música, e não o cirurgião ou os pesquisadores.

Mas, existe algum tipo ou estilo que apresenta melhores resultados? Normalmente, sons mais calmos e lentos ajudam a se desligar das preocupações diárias e facilitam o sono. Já os mais animados, enérgicos e acelerados são bons para despertar pela manhã. A música clássica, por exemplo, tem efeitos relaxantes e positivos sobre o humor, propiciando até mesmo uma significativa redução nos níveis de estresse após quatro meses de sessões semanais.

Porém, a musicoterapeuta conta que não há uma receita pronta. A melhor música ou estilo é aquele que cada indivíduo se identifica e gosta, seja ao cantar, ouvir ou tocar algum tipo de instrumento. O melhor mesmo é vivenciar essa arte.

Fonte de pesquisa: Ativo Saúde